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final message

por Mary P., em 31.12.13

É tão certo que hoje é segunda-feira e que amanhã é terça-feira como a água e o azeite são imiscíveis. Mas hoje, hoje às 23h59 fecha-se um ciclo, um conjunto de trezentos e sessenta e cinco dias com coisas boas e más. O balanço certamente já foi feito. Amanhã, dia um, começa outro. Há uma energia que aparece, não se sabe bem de onde, que nos faz planear mil e uma coisas, prometer mudanças nas nossas atitudes. Talvez nos outros anos esta energia se tenha dissipado, mas vamos fazer de 2014 um ano diferente. Aqui vai uma ajudinha, um empurrão nas palavras de Luís Vaz de Camões:

 

Mudam-se os tempos,  mudam-se as vontades

Muda-se o ser, muda-se a confiança:

Todo o mundo é composto por mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

 

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança:

Do mal ficam as mágoas na lembrança, 

E do bem (se algum ouve) as saudades.

 

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.

 

E afora mudar-se a cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto,

Que não se muda já como soía.

 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

 

 

Um excelente 2014 ;)

 

Mary P.

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votos (e não são os de casamento)

por Mary P., em 31.12.13

UM EXCELENTE, FANTÁSTISCO, SURPREENDENTE, MARAVILHOSO, INESQUECÍVEL, MARCANTE, INOLVIDÁVEL, PERFEITO, IRREPREENSÍVEL 2014!!

 

 

São estes os votos da Mary escritos a verde, a cor da esperança, que tanto precisamos. A nossa missão é sermos felizes. Toca a procurar pela felicidade em 2014!

 

Tinha uma imagem bem gira, mas eu e o tablet ainda não somos os melhores amigos.

 

By the way, UM ABRAÇO, SIM, UM ABRAÇO, FORTE E CARREGADINHO DE BOAS ENERGIAS,

 

Mary P.

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arrumar a casa

por Mary P., em 29.12.13

Já em jeito de despedida de 2013 começo a fazer o balanço. 2014 está à porta e há que começar a planeá-lo. Mas …

 

A verdade é que por mais planos que faça ... acaba sempre assim: 

 

Portanto, este será o pensamento da manhã de cada um dos trezentos e sessenta e cinco dias que se aproximam:

 

 

 

E tu? Partilhas esta ideia?

 

;)

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o melhor de MMXIII

por Mary P., em 29.12.13

 

 

Beijinhos e abracinhos,

 

Mary P.

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Músicas da minha vida #1

por Mary P., em 29.12.13

A vida sem música seria um erro. Disse Nietzsche e assino por baixo. As músicas que se seguem são apenas algumas que me fazem sorrir num dia cinzento, que me fazem estar no topo, que enfeitiçam os meus músculos e articulações, que me trazem algumas lágrimas, que me levam para outra dimensão. Não tenho playlists. Tenho estados de espírito que me fazem querem ouvir aquela música. Aqui vão algumas. Que isto não pode ser tudo de uma só vez.

 

Snow dos RHCP - A música das minhas músicas.
Umas das minhas bandas de eleição. Podia escolher muitas deles, que certamente irão aparecer noutros capítulos.
Porto Sentido de Rui Veloso e do Carlos Tê.
Empatada com a SnowOuvia-a com a minha avó nos tempos do Colégio. Cantávamo-la nos nossos passeios ao sábado à tarde pela Ribeira, enquanto nos sentávamos na escadaria e admirávamos a fotografia. Esta música, esta letra valem muito. 

Don’t give up Africa da Alicia Keys e Bono.

Existem quinhentas mil versões desta música. Mas eu gosto desta. Gosto do piano da Alicia e dos solos do Bono. 

 

Set fire to the rain da Adele.

Que vozeirão. O que eu dava para ter ido a este concerto. Royal Albert Hall!!

Perdoem-me o seguimento dos Cantores/Bandas, mas como não confio muito na minha memória estou a seguir a lista do meu iTunes.

Vambora da Adriana Calcanhoto.

Ainda hesitei em pôr aqui esta música, mas a verdade é que esta letra leva-me sempre a imaginar, idealizar uma cena destas na minha vida. Toca-me.

Perdidamente dos Trovante
A letra fala por si.
Corazon Partido de Alejandro Sanz
Das primeiras músicas espanholas que comecei a cantarolar.
Looking for paradise, Alejandro Sanz ft Alicia Keys
Continuando na senda das espanholadas. Boas vibrações.
Monkey Man da Amy Whinehouse
Adoro adoro adoro
Valerie da Amy Whinehouse
Outra de muitas da Amy. Nem quero pensar no que a Amy ainda nos tinha para dar. Adoro as suas músicas! Porquê, Amy, porquê? 
(e o seu coro? Atentem, meninas ;) 
Café Hollywood dos meus queridos Azeitonas
Marcha da Rua da Alegria também dos meus queridos
"Eu subo e desço a Rua da Alegriaaaaaaaaaaaaa. Sozinho, sei que vou em boa companhia!"
Ray-dee-oh ainda dos Azeitonas, que nunca são de mais.
Adoro adoro adoro
Hey Jude dos Beatles
No words
Maria dos Blondie
Estou a ouvi-la e a lembrar-me das manhãs de sábado a ir para a piscina. Esta música passava religiosamente na rádio e nós lá abanávamos a cabeça, subíamos o volume e esperávamos ansiosamente pelo "Maria, you've gotta see her" e o que eu me ria de ver o meu irmão a gesticular as campainhas.
No woman no cry de Bob Marley ft The Wailers (esta versão que pus aqui)
Perfeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeitaaaaaaaaaaaa
Livin'On a Prayer, Bon Jovi
Chamem-lhe o que quiserem. Esta música é parte da minha infância
Treasure de Bruno Mars
Aqui fica a dica Mary's lovers ;)
Here I am de Bryan Adams
Da banda sonora do Spirit, outro grande filme. Adoro.
Video Killed The Radio Star dos The Buggles
Porque nem todas as letras têm que nos tocar no coração. Esta vale pelo que relata. E foi muito bem conseguida. Impossível não mexer um bocadinho que seja.
Sozinho de Caetano Veloso
---
Flashback de Calvin Harris
Já fiz muitos exercícios de matemática ao som desta música numa tentativa de ganhar ânimo.
The Sound of Silence de Simon & Garfunkel
Outra ---
Quelqu'un me dit de Carla Bruni
Gosto. Muito.
I'm every woman de Chaka Khan
Let's dance girls!
Asas Delta dos Clã
<3
Fix You, Coldplay
---
Kothbiro de Ayub Ogada
Poucas vezes a ouço. É um facto. Mas quando me dá para a ouvir ..........
Atentem neste vídeo, que tem ar de desorganizado, mas no meio de tanta bagunça de imagens faz com que a(s) mensagem(s) chegue(m) até nós.
Friday I'm in love dos The Cure
Muito, muito bom
Lights and Music dos Cut Copy
O meu combustível para as caminhadas
Rainha da Noite dos D'Arrasar
Tanta, tanta coisa que me vem à memória
A Palavra dos Da Weasel com Bernardo Sassetti e a Orquestra Sinfónica da Madeira dirigida por Rui Massena
Assim, estas três conjugações. Per-fei-to.
The Blower's Daughter de Damien Rice
---
A Chuva de Jorge Fernando
Um murro no estômago
Will you be there? do Michael Jackson
------
Dava um rim para ter visto um dos teus concertos, Michael. E só de pensar que estive quase, quase a ir a Londres ver-te. Era a minha prenda de boa filha, de boa menina.
Heal the world de MJ
------------------------------
They don't really care about us, MJ
Outra que -------------------------------
You are not alone, MJ
-----------
E por hoje já chega. Afinal o alfabeto tem vinte e seis letras e ainda só vou no D. Estas últimas foi só para não me esquecer.

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"Para uma família ser feliz, é necessário haver sedução. Os filhos têm de ser charmosos para encantar os pais, os pais têm de se esforçar para educarem convincentemente os filhos. E marido e mulher, caso queiram permanecer juntos, têm de passar a vida inteira a engatar-se. O mal da família é a facilidade. É pensar que aquele amor já é assunto arrumado."

Miguel Esteves Cardoso

 

 

Porque não poderia rematar este texto da melhor maneira. MEC tem sempre alguma coisa a dizer!

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Pois … controverso, feio, ‘isso não se diz’, ‘pobre e mal agradecida’ ,… mas a verdade é que por vezes me sinto uma verdadeira estranha em casa dos meus. Não me identifico com eles. Não me vejo neles, eles não se vêem em mim. Não sou nem melhor nem pior. Somos diferentes, muito diferentes, por vezes incompatíveis. Incompatíveis mesmo.

Não temos que ter todos os mesmos objectivos, os mesmos gostos, os mesmos pensamentos, as mesmas semelhanças, as mesmas diferenças. Pelo contrário.

Defendo que a mais valia de uma família são as diferenças entre eles, MAS com um fio condutor, com algo mais forte que os une no meio de tanta diversidade. Não sei se esse fio condutor foi criado e fortalecido cá em casa. Porque não sinto nada. O Rodrigo Guedes de Carvalho transmitiu um pensamento bastante interessante na entrevista do Alta Definição – “Não deve haver a obrigação, só porque somos familiares, de gostarmos uns dos outros. Porque essa relação também tem que ser trabalhada.” Lá está. O fio condutor não conhece todos os cantos da Nossa Casa. Não houve trabalho ou então aquele que foi feito foi em vão, foi inútil. Talvez os meus pais se tenham deixado levar pela ‘Ditadura do Sangue’, como diz o Rodrigo. Talvez eles tenham achado que era a razão mais que suficiente para estabelecermos laços inabaláveis entre nós. Não foi, meus caros.

Hoje cada um faz o que a sua consciência dita para levar a água ao seu moinho e a pobre da mãe faz o que pode para acudir cada um de nós.

A família, a biológica, é aquela que não se escolhe. Não tem que importar. Foram eles que aturaram as minhas birras, foi com eles que dei os primeiros passos, foram eles que ouviram as minhas primeiras palavras,… Foram eles que presenciaram as minhas vitórias, que bem ou mal estiveram comigo nas minhas derrotas.

Mas a família, a minha família não é só mãe, pai e irmão. Das melhores escolhas que eles fizeram foi a minha Madrinha, A Minha-Mais-Nova. Obrigada, muito obrigada mesmo.

Queria essencialmente que este texto se debruçasse pela minha família nuclear e defender a ideia de que não temos que nos prender à ‘Ditadura do Sangue’. Agradeço-lhes tudo o que fizeram por mim, mas que não me venham cravar as fraldas mudadas, as noites sem dormir e outros quinhentos. Não vos escolhi como também não pedi para nascer. Supostamente fui o culminar da vossa relação, o exlibris. Ok, temos perspectivas diferentes, princípios e valores distintos. Não tenho que ser o vosso reflexo, não tenho que crescer à vossa imagem. Nem vocês têm que me prestar vassalagem. Ponto. Pressinto que estamos quase, quase a chegar à fase dos pontos nos i’s. E estou mortinha! Muitos obrigados. Quero o vosso bem. Moms, adoro-te. Mesmo. Vou dando notícias. 

 

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O que conta é a imaginação

por Mary P., em 29.12.13

São ideias, pormenores como estes que fazem a diferença. Há que ser mais forte para enfrentar quem considera devaneios e percas de tempo e ‘palermices’. Quem realmente importa é a Pessoa que está a precisar de um sorriso, de um abraço, de um conforto, de um incentivo.

Haja mais iniciativas tão ou mais originais e significativas como esta!

 

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afinal

por Mary P., em 27.12.13

Afinal todos os meus planos para a celebração da entrada em 2014 foram à vida devido à filha de uma grandessíssima mãe de infecção de um dente de ciso que me anda a molestar já a algum tempo. Ando a ganhar coragem para marcar consulta com o excelentíssimo do meu dentista para extrair este diamante em esmalte, que reluz na minha cavidade oral. 

 

Da última vez foi mais ou menos assim. E não, não estou a exagerar. Em vez de duas mãos tinha quatro! Quatro!! Quando lá for nem vai ser bom.

 

Vendo bem, parece que recebemos um conjunto de sinais para ficarmos quietas e sossegaditas pelos lados da Invicta. É que ainda fui atacada e em cheio pelo vírus da Influenzae. E que a Galiza foi invadida por nuvens, nuvens e mais nuvens e chove, chove e chove.

By the way, Santiago aí, cá ou lá , estamos sempre contigo ;)

 

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reveillon inolvidável

por Mary P., em 23.12.13

Um dia destes estava a pensar como entrar em 2014 em grande, como celebrar os vinte anos decentemente, como nunca mais me esquecer de um ano de muitos acontecimentos. Inexplicavelmente pensei que a melhor maneira seria festejar a passagem de ano em Santiago de Compostela! Fiz logo contas de cabeça e desde cedo que percebi que teria que partir dia 25.

A etapa seguinte foi arranjar parceiros. Tarefa difícil, muuuuito difícil. Ouvi e ainda hoje, quase a partir, ouço de tudo – “És maluquinha.”; “Não sabes onde é que te vais meter!”; “Lá por já teres feito o caminho três vezes não penses que vai ser igual.”; “Vais apanhar tanto frio, tanta chuva…” e mimimimi. Havia uma pessoa que eu sabia que só se chovessem canivetes é que iria dizer que não – a minha fantástica Madrinha, S. É que nem pensou duas vezes! É mais uma das vinte mil trezentas e sessenta e quatro razões que eu gosto de ti, Madrinha!

Nunca mais falamos sobre o assunto. A partida é já daqui a dois dias … Não me sinto nada preparada, estou completamente destreinada. Quero acreditar que é mesmo verdade que os músculos têm memória. Fui atingida em cheio pelo vírus Influenzae. A ver vamos.

Apelo a quem já embarcou nesta aventura que partilhe as suas vivências, que acredito que são inesquecíveis.

Recordo-me que a primeira vez que cheguei à Praça do Obradoiro de mochila às costas esqueci-me de todas as dores que tinha e que comecei a correr desenfreadamente para o centro da Praça, onde já tinham chegado alguns dos meus amigos, e que atirei a mochila para o chão e sentei-me a apreciar a catedral. Depois abraçamo-nos uns aos outros e começámos a dançar juntando-se outros peregrinos. Nos entretantos, recordo-me de sentir que depois daquele feito era capaz de salvar o mundo. Tinham sido cinco dias penosos, com muitas bolhas, mas ao mesmo tempo foram cinco dias excepcionais – laços de amizade fortificados, amigos novos, muitas histórias dignas de guardar para a posteridade, mais gargalhadas do que lágrimas. Foi tão, tão, tão bom! No ano a seguir uma prova daquelas. Decidi aceitar o desafio de ir sozinha com o meu pai. Sabia que não ia ser fácil, mas também sabia que pelo caminho me iria cruzar com mais peregrinos e que de certeza iria constituir um grupo porreiro. E assim foi! Lá chegámos. No ano passado fui com a minha Madrinha, a outra grande maluca. Foi impecável! Apesar de tendinites feitas e unhas perdidas, valeu a pena pelas amizades feitas, por tudo aquilo que vivemos. Foi uma etapa conquistada conjuntamente.

Ir a Santiago é ir lavar a alma, é pensar “Mas porque raio é que estou aqui de mochila às costas de madrugada no meio do monte quando podia muito bem ir de comboio?” e no segundo a seguir, rir-me sozinha e dizer para mim própria que assim dá muito mais pica, que assim é que vale a pena.

Santi, com todo o respeito, não vejo a hora de te dar o belo do abraço!

 

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