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filtro. quem tem?

por Mary P., em 30.05.14

Alguém me sabe dizer onde é que arranjo um filtro verbal por favor? É que isto de ter o coração imediatamente a seguir à boca nem sempre dá resultado. 

Não quero deixar de falar. Quero é conseguir dizer o que me vai na alma de maneira calma e assertiva. 

Assertividade é a palavra-chave. Acontece é que a linha que separa a assertividade da agressividade é muito ténue. Mas não estou a conseguir manter-me assertiva as vinte e quatro horas diárias e isto não está a dar com nada...

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Diário de uma Obesa #10

por Mary P., em 30.05.14

 

Querer. Não desistir. Força de vontade. Acreditar. Disciplina.

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contra factos não há argumentos #5

por Mary P., em 29.05.14

***

O exemplo tem mais força do que as regras

 

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de coração cheio

por Mary P., em 28.05.14

Segunda semana de lar. Cinco dias. Uns mais intensos que outros. Todos eles com pormenores. Muita coisa vista, sentida, ouvida e cheirada. Já vai dando para tirar a pinta a cada um dos intervenientes deste meu mundo novo. Se não esquecerei o primeiro dia quando pus a D. J. a arrotar por ter aspirado demasiado ar, e da conversa com a D. S., a minha perspineta, o dia de hoje ficará para sempre na minha memória. Sucede-se que fiquei com os homens (o serviço é dividido em homens e mulheres). Para meu alívio! Porque nós senhoras somos excelentes pessoas, mas também somos chatinhas umas com as outras!

E então sucede-se que depois das higienes feitas, da medicação dada e dos pequenos-almoços tomados estava na altura de fazermos os pensos. Nota: afinal os filmes de ficção científica não são assim tão ficção. Em cinco dias nunca vi um penso "chato"! São todos daqueles que dão "pica"! E se há coisa que me toca é quando os utentes nos dão verdadeiras lições de fisioanatomia e de tratamento de feridas. Muitos deles sabem explicar na perfeição o que têm. Depois veio O Momento. Aquele Momento. Havia uma intramuscular para dar.

- Quem quer dar? - perguntou a Enfermeira C.

Entreolhamo-nos e eu estava mortinha por dar. Ninguém se importou. Encontrámo-nos com o Sr. A. no seu quarto e cantei a técnica dos quadrantes. Era altura de pôr a mão na massa. Toca a aspirar o conteúdo. Primeira "cagada". Sim, esta é uma história de "cagadas", mas termina com uma grande lição. Não conhecia o medicamento e comecei a aspirar. Estava a fazer musculação! Viscoso, viscoso, viscoso. Ao tirar o ar "cagada" número dois. Com a pressão que fiz rejeitei um bocado. A excitação tinha-se tornado em nervosismo e em pensamentos de "Mary, esquece. Desiste. Podes gostar muito, mas não podes magoar o Sr. A. Admite que tens duas mãos esquerdas e que vais encontrar outra profissão para a qual tenhas realmente jeito." Agora tinha de encontrar o sítio perfeito para "picar". Coxa jeitosa, muita massa muscular. Tive realmente sorte com o Sr. A. E ia falando com o Sr. A.:

- Sr. A., devo-lhe dizer que vai ficar na minha memória para sempre! O Sr. vai ser a primeira pessoa a quem eu vou dar a primeira intramuscular.

E o Sr. A., muito simpático, ria-se para mim.

Vi e revi o sítio com a Enfermeira C., desinfectei. Tinha chegado a hora h. Espetei a agulha. Foi sem espinhas. O Sr. A. não tinha manifestado dor. Os meus níveis de confiança estavam a começar a subir. A "cagada" final foi mesmo no momento de injectar o medicamento. E que quase me fez atirar a toalha ao chão. Como o Sr. A. já estava de pé a algum tempo e estava a fazer força para se apoiar na beira da cama contraiu demasiado o músculo quando comecei a empurrar o êmbolo ... PUM! O líquido saiu todo. Foi tirar a agulha, pôr compressa, pressionar, sair do quarto e respirar fundo trinta e três vezes. (O Sr. A. estava sereno. Nada disse. Sempre sorridente.). A Enfermeira C. veio ter comigo e calmamente disse-me que era normal aquilo ter acontecido. Transmitiu-me tranquilidade e ao mesmo tempo deu-me confiança (nós que vemos nela a imagem de "durona", mas a verdade é que a Enfermeira C. é altamente!) e insistiu comigo para que desse novamente. Passaram-me mil e uma coisas pela cabeça. "Mas que raio de pseudo enfermeira sou eu que faz ricochete do medicamento com o músculo do utente? SEREI EU UMA CARNICEIRA??". Respirei fundo novamente e entrei no quarto. O Sr. A. continuava sereno. Pedi-lhe desculpa e perguntei-lhe se podia repetir. Disse-me que sim com a cabeça. Fiz e desta vez não hesitei ao injectar. Correu bem. Pedi desculpa mais uma vez ao Sr. A.. Arrumei o material e fomos embora. Não foi fácil gerir aquele momento. Estava cheia de confiança no início e caiu-me tudo. As minhas amigas foram impecáveis comigo. Deram-me alento, força. Reforçaram a ideia de que eu não tinha tido culpa e que era normal acontecer. Mas não é fácil. E se eu tivesse partido a agulha? A dor e as complicações que teria provocado ao Sr. A.!

À hora de almoço fiquei com o Sr. D. e curiosamente o seu vizinho do lado era o Sr. A., que é independente, mas que tem alguma dificuldade ao falar. Cumprimentei-o. Agarrou-me no braço e pediu-me que chegasse a ele.

- A injecção não me doeu nada. Eu estou bem. - disse-me o Sr. A. e fechou a frase com ... um sorriso!

Foi mel para mim! Foi /&%$#"!=)(/ Sorri-lhe de volta e peguei na mão dele.

- Sr. A., muito obrigada! Não sabe como é bom ouvir essas palavras vindo de si.

Depois de ter acabado de almoçar veio ter comigo na sua cadeira. Baixei-me para facilitar o contacto visual e ele pegou na minha mão e deu-me um beijinho. 

Epa!!! Que Sr. tão amoroso! É que o Sr. A. é aquele Sr. que às 7h30 já está cá fora e é o único que me responde sempre ao meu "Bom dia". É o Sr. Simpático!O bom-coração. O que alinha sempre nas actividades. E depois do seu gesto e das suas palavras!!!! Depois de me ter sentido tão mal foi ele, o próprio utente, que me aconchegou a alma. Foi uma sensação do caraças! Foi um exemplo para a vida!!!! Foi um momento inolvidável!!! Cada vez mais gosto de viver Enfermagem!!!!

 

 

***

A única maneira de fazer um excelente trabalho é gostar daquilo que fazemos.

 

E eu apesar do meu trabalho até ao momento não ter sido impecável a verdade é que eu gosto genuinamente daquilo que faço e quero fazer mais e mais.

 

p.s.: Cheira-me que vou manter o anonimato por longos e determinados anos de modo a evitar que alguém que tenha lido esta extensão da minha alma se recuse a deixar-me dar uma intramuscular (tendo o pleno direito de tal!)

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Domingo, dia de eleições

por Mary P., em 25.05.14

Das recordações que tenho mais presente dos fins-de-semana passados com a minha avó era ir depois da missa de mão dada com ela, em silêncio, até ao Carolina para a seu Dona Joaquina votar. Era um momento solene. A emoção que era ir com ela atrás do biombo! Maior ainda quando me deixavam colocar o voto na urna! Na volta para casa lá cumprimentávamos os conhecidos e sempre, sempre a minha avó me dizia:

- Mary, muitas pessoas abdicaram das suas vidas, lutaram, sofreram e muitas morreram para hoje podermos votar. Portanto, promete-me que quando tiveres essa responsabilidade vais honra-las.

E isto foi-me entrando na cabeça. Curiosamente a primeira vez que votei foi um dia depois de ter completado 18 anos. Ressacada, mas expectante por já ter a responsabilidade de contribuir para a eleição do 1º Ministro de Portugal, lá fui eu. E depois vieram as autárquicas no dia de regresso de um acampamento. Lá fui eu em modo 'escuteirinha' exercer o direito de voto, mas que no meu ponto de vista é simultaneamente um dever. E hoje não fuji à regra. 

Por mais descredibilizados que possamos estar da política - eu estou - temos de votar! E eu fi-lo. Fi-lo da maneira que acho que pode representar este meu pensamento de que se as coisas continuarem neste modo o país não vai para a frente. Mais do que mudar as pessoas é preciso mudar as mentalidades! 

 

 

***

VOTA COMO QUISERES, MAS VOTA!

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de coração descontrolado, mas cheio :)

por Mary P., em 24.05.14

Foram 120 minutos que já não me lembrava de viver desde que Portugal jogou contra Espanha e perdeu nos penaltis (último Europeu). Mas desta vez saí feliz.

De coração cheio pelo meu menino de ouro, o Cris. 11 jogos, 17 golos. IN-CRÍ-VEL.  Não foi dos seus melhores jogos, é verdade. Mas deixou a sua marca. Esteve presente nos golos do Bale e do Marcelinho e resolveu o seu penalti.

São jogos como este que me fazem querer ver mais e mais jogos de futebol. O jogo só acaba quando o árbito apita. Os meus parabéns ao Atlético, que de alguma maneira me faz lembrar o meu Porto. Tidos como pequeninos, mas que se impõem perante os grandes. Torceria por vocês se não estivessem a jogar contra o meu Real. Parabéns também ao Grande Tiago! Que pena não estares nos convocados para o Mundial!

 

 La decima!!!!!!!!!

Ala Madrid!!!!!!!!

Cris, o meu menino de ouro!!!!!!

 

 

 

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aguenta coração

por Mary P., em 24.05.14

Pessoal da Austrália, fui eu que gritei Golo! 

Aguenta coração.

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o que eu dava para estar aqui agora ...

por Mary P., em 24.05.14

Era capaz de dar um rim para estar aqui agora:

 

Estou contigo Fábio, Tiago e Cris, meu menino de ouro. Pepe e Xabi (que amarelo injusto aquele que levaste!), Iker e Sergio. Marcelo e Lukas. Bale, Di María, Benzema, Carvajal, Varane e Sam.

 

E baseando-me nas palavras sábias do Futre termino, mas invertendo o seu raciocínio: Quero que o Tiago marque 5 golos e que o Real ganhe por 6-5 (com muitos golos do Cristiano)

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Diário de uma Obesa #9

por Mary P., em 23.05.14

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Mas Sê

por Mary P., em 22.05.14

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