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queimada #1

por Mary P., em 07.05.15

Obviamente que não estou. Se não nem discernimento teria para escrever neste momento. Devido ao facto de a FAP - Federação Académica do Porto - não se tivesse esquecido de que esta semana é para os alunos da Academia o meu estatuto como queimada teria começado mais cedo. Mas as coisas são como são e trata-se de mais uma organização que, apesar de académica, retrata a filosofia deste nosso jardim à beira mar - ahn? Saí-me bem agora! Parece-me uma excelente ideia começar a emborcar comboinhos antes de iniciar cada post porque tudo me parece mais fluído. Hoje era dia de B4, Big Nelo - nunca sei - e de de Anselmo. Entre nós era o dia das pitas. Obviamente que a começar tinha de ir à Sant'Adega. Indubitavelmente a melhor barraca do mundo e arredores. B4 foi top. E com o acrescento de que tive umas aulinhas de kizomba à pala - sou tão descoordenada, mas o que vale é que tive um grande professor! Depois fui novamente à melhor barraca do mundo e arredores. Aí é que a coisa descarrilou. Foram comboinhos, tequillas, blue corazones e mais comboinhos. E agora vos escrevo. Do Anselmo só o vi mesmo ao longe. E em cinco anos de queima não me lembro de ver as barracas vazias. Sim. Porque estava tudo no Anselmo. Eu e os meus estávamos a curtir o verdadeiro espírito da queima na nossa barraca. Foi bom. É quarta, vamos a meio da semana. Mas muitos já estão a dar as últimas. Com o que isso tem de bom e de mau. E vou parar por aqui, porque acho que esgotei as minhas reservas de de energia e as curvas e mais curvas do vaivém não estão a dar com nada. Fica o resumo de meia horinha de queima, porque este ano estou a bater um recorde: Vir-me embora antes do queimódromo. São os quase vinte e dois e o peso da responsabilidade. Amanhã haverá mais. Ou talvez não.

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xxx

por Mary P., em 04.05.15

É de coração partido que escrevo aqui umas breves e parcas palavras aos dois pioneiros de Mortágua que partiram para o acampamento eterno. A eles e aos três peregrinos que rumavam pela sua fé a Fátima. 

Há quatro anos, ainda que descontraidamente, que faço as minhas peregrinações. Embalada no espírito de viver ao máximo a experiência única abstraio-me do perigo iminente à nossa volta.

Os peregrinos guiados pelas suas preces. Os escuteiros, de alma e coração, dispostos a ajudar o próximo. Sempre. 

CaminodeSantiago.JPG

Sempre.

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humanidade. lol

por Mary P., em 04.05.15

Ponto de partida:

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Esta capa que tanta comichão prurido provocou em muito boa gente. Primeiro porque era uma fotografia sensasional, depois porque tinha acoplada a si uma constatação daquelas de abanar e deixar-nos de consciência atormentada. Horas mais tarde já não era uma capa assim tão óptima-relatadora-da-realidade-da-humanidade, uma vez que se tratava de um copy past de uma capa de um jornal estrangeiro. Sim, porque uma vez que a fotografia já tinha sido tirada há uns anos (o que agrava a situação, não?), uma vez que já tinha sido usado como capa perdeu todo o seu valor. Já não é assim tão tchan. Deixa-me pensar o que é que vou fazer para o jantar, porque isso sim, é que me está a atormentar. 

E assim desvalorizou-se uma das melhores capas de jornais que já vi em quase 22 anos de existência.

Este ponto de partida leva-me para o foco da questão: QUE HUMANIDADE É ESTA A NOSSA? QUE IGNORA, EMPURRA, DESPACHA E SACODE OS HOMENS, AS MULHERES E AS CRIANÇAS DE UM LADO PARA O OUTRO? E sim. Estou a falar directamente para os excelentíssimos senhores da União Europeia, que no meio dos seus ordenados chorudos e subsídios impensáveis fazem os possíveis por varrer o pó para debaixo do tapete e sorrir para o mundo dizendo que a Europa, nomeadamente, a União Europeia é uma casa para o mundo.

Hoje li esta notícia:

Sem Título1.png

 

É-me impossível imaginar, quantificar sequer (!) o desespero que não terá tido esta mãe ao deixar a sua família, os seus amigos, a sua casa em prol de um futuro, que ela pensa ser melhor para a sua filha. Estas pessoas, nossos irmãos, vendem tudo que têm e se for preciso fazem trabalhos "sujos" aos chulos dos donos dos barcospara garantir o bilhete de ida. De ida. E estes filhos-da-mãe aproveitam-se da sua angústia cobrando-lhes tudo e mais alguma coisa. Não há muito pouco tempo li que era típico num "barco" para 10 pessoas irem 20, 30. E depois ... O pior vem aí. O excelentíssimo negociante dá dois remos e diz aos mais fortes da embarcação:

- Aqui têm os remos. Ide. É sempre em frente.

Fazem-se ao mar. E os negociantes, que não são muito piores que os políticos, esfregam as mãozinhas de contentamento por terem uma conta bancária ainda mais recheada.

Para quem consegue chegar à outra margem não vê certamente os planos a correrem como imaginado. Vê-se perante uma série de burocracias - papéis, assinaturas e carimbos. Uma cambada de políticos que os vê como uns impecilhos. Fodasse. A globalização está aonde? A Carta dos Direitos Humanos? Oque é feito dela? Ah já sei. Na falta de melhor, é onde os políticos limpam o rabinho. Dêem-lhes antes folhas de jornais onde corre a tinta que fala sobre a verdadeira realidade da Humanidade. Assim, andam com elas demarcadas nos rabiosques. E vejamos o que acontece.

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de coração esmigalhado

por Mary P., em 01.05.15

É de coração esmigalhado que vejo esta cena. A série do meu coração. Se bem que, justiça seja feita, de há uns tempos para cá virou demasiadamente telenovela e tristemente desliguei-me. A Senhora Dona Shonda tem tanto de fantástica como de inventora e, para mim, nos últimos tempos já andava a inventar muito fazendo com que Grey's Anatomy perdesse a sua essência. Como é que é possível deixar Cristina Yang para segundo plano?

Mas nos últimos tempos os spoilers têm feito das suas e ... só hoje ganhei coragem para ver o maldito episódio... HORRÍVEL, HORRÍVEL, HORRÍVEL. Meu, nosso McDreamy. Depois de tantas voltas e mais voltas a Meredith e o Derek mereciam um final mais do que feliz! Mas não. Esta é a aproximação à vida real. Quando menos se espera... Pumbas! Analisando friamente (muito friamente) acaba por ter a sua piada. A vida podia estar a correr maravilhosamente. Podias ter quinhentos e quarenta e nove mil planos. Mas que piada não teria se não tivesses uma (valente) rasteira pelo meio?

 

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Esperança. Canção da Esperança

por Mary P., em 01.05.15
Corações nossos faróis
Na noite desta batalha
Num refulgir de navalha
 Rasgai o véu aos heróis.   
 
As nuvens hão-de passar!
Penetra-as o sol da alma
Para além do próprio olhar.
E os medos de arrefecer
Espanta-os um peito calmo
À firmeza de vencer.
 
Os golpes de viva dor
Temperam a fé futura
Constante forjam o amor.
E as quedas não são fatais
Se a chama desta aventura
Em nós cresce ainda mais.
 
A luta nunca foi vã!
Os braços em liberdade
Levantam outro amanhã.
E os lábios dão a florir
Os hinos desta verdade:
É de acção nosso porvir.
 
 Arquimedes da Silva Santos
 

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