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de coração partido

por Mary P., em 29.04.15

É de coração partido que vou ficar se este projecto avançar - A VANDOMA SER DESLOCALIZADA

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 A ser aprovada que emoção terá encontrarmo-nos na sexta à noite no Piolho, irmos dançar para o Galerias, Rádio,... e os rapazes a dizerem:

- Vamos miúdas! Temos de ir! Se nos atrasarmos depois não temos lugar e os carros estão cheios!

E lá vamos nós. Encontrar lugar em São Lázaro. Distribuirmos entre todos a mercadoria (da boa!) e descermos. Descermos tudo aquilo que teremos que subir e descer vezes sem conta durante o dia. Que emoção terá a arte que tivemos que desenvolver durante anos e anos para conseguirmos equilibrar a mercadoria (da boa!) em exposição? Que emoção terá as nossas pseudo-escorregadelas? Pior: QUE EMOÇÃO TERÁ ACOMPANHAR O NASCER DO DIA NUMA RUA PLANA QUALQUER SEM O RIO DOURO, AS PONTES E GAIA DO OUTRO LADO? Que emoção terá não poder ir de manhã à casa-de-banho do Café do Sr. Manuel e dar duas de letra com ele? 

E a emoção que foi a primeira vez que fomos e darmos com as Fontainhas e perceber onde é que podíamos ou não ficar! (Nesse dia éramos verdadeiros extraterrestres. Mas depois era de abraço com os nossos vizinhos!)

Na Vandoma fui genuinamente feliz! Na Vandoma um "cliente" deu-me um livro todo o xpto sobre o corpo humano quando lhe expliquei que estava a estudar Enfermagem e que tinha adorado Anatomia. Na Vandoma aprimorei as minhas técnicas de comunicação. Mary Poppins, a Relações Pública do nosso estaminé. Na Vandoma vendi uma impressora, que sabia que não estava nas melhores condições, a um médico do Saint John, com quem tomei o célebre café das 7h30 este ano - e só me passava pela cabeça: "Conto/Não conto? Pergunto pela impressora/Não pergunto?", mas decidi não arriscar e ouvir atentamente o que ele tinha para contar. Na Vandoma aprofundei amizades. Na Vandoma fiz amizades. 

Éramos dos primeiros a chegar e dos últimos a sair. A partir das 11h30 era a Happy Hour e por vezes era quando se faziam os melhores negócios.

Na Vandoma falei em Português, Espanhol e Inglês. Ousei no Francês e cantei em Espanhol perante possíveis clientes Italianos. A Vandoma já se tornou num ponto turístico. Sem margem para dúvidas.

Quem vai para a Vandoma à partida já sabe com o que contar. Como tudo na vida tem coisas boas, muito boas, menos boas e más. O que é preciso é bom-senso e discernimento. Não penso que é por se mudar de sítio que o ambiente, tanto o positivo como o negativo, irá mudar. 

Agora será muito difícil bater o encanto das Fontainhas!

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 (um dos muitos dos nossos estaminés)

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mudar de ares

por Mary P., em 24.11.14

Nada como começar um dia festivo com introdução a um novo ensino clínico e a despedida de 7cm de cabelo!

Quem muda Deus ajuda!

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-> (parte I)

por Mary P., em 04.09.14

Se há coisa em que eu e os meus amigos somos bons é preparar coisas em cima do joelho. É uma lufa-lufa. Bradamos aos céus "Mas porque raio é que somos assim?". Mas quando nos fazemos ao caminho não teria tido a mesma piada se não tivesse sido assim! A verdade é que em três dias preparámos a nossa ida da Sé do Porto até Santiago. Duzentos e quarenta quilómetros. Dez dias a andar. 

Já tinha ido a Santiago três vezes, mas sempre partindo de Valença - cinco dias a andar tranquilamente. Nunca dez dias!!!!! "Mas, Mary, tu és escuteira!" É verdade. Fazer a mochila foi a verdadeira dor de cabeça. Levo muito a sério a história do "Mulher prevenida vale por duas!". Facto que as minhas costas não acham muita piada. Achava eu que levava o mínimo dos mínimos, mas já na primeira etapa estava bastante tentada em ir aos Correios e despachar metade da bagagem. (Em jeitos de Não percam o próximo episódio porque eu também não amanhã dedicarei um post à mochila).

 

O plano era:

 

Dia 19 - ponto de encontro em Miragaia Village na casa da avó da Sarocas;

Dia 20 - partida às 9h da manhã na Sé, chegada a Vilarinho;

Dia 21 - Vilarinho -> Barcelos;

Dia 22 - Barcelos -> Ponte de Lima;

Dia 23 - Ponte de Lima -> Rubiães;

Dia 24 - Rubiães -> Valença/Tui;

Dia 25 - Valença/Tui -> Redondela;

Dia 26 - Redondela -> Pontevedra;

Dia 27 - Pontevedra -> Caldas de Reis;

Dia 28 - Caldas de Reis -> Padrón;

Dia 29 - Padrón -> Santiago;

Dia 30 - DESBUNDATION

 

Dias alinhavados, mochilas idealizadas e feitas chegou dia 19 e às 21h45 a Sara e o Ricky (irmão da Sara e World Champion!!) estavam à minha espera. Ía-mos buscar a Sophie à Sra. da Hora para depois irmos todas juntas para casa da avó da Sara Maria. E aqui tive a minha primeira surpresa! A Rits veio ter connosco para fazer a primeira etapa!! De notar que a Rits e a Sophie são as minhas meninas. Crescemos juntas. E este foi o primeiro ano de há muitos em que ainda não tínhamos estado juntas. Sim, pelas contas, apenas estávamos três. Há quatro anos éramos dez. Mas desta vez as Pilgrins eram as SIS's - Sara, Mary P. e Sophie. Fomos tomar um café a uma feira que estava na Alfândega, demos uma voltinha pela Ribeira. Deu para matar saudades!! 

Começámos o primeiro dia da nossa longa jornada da melhor maneira com o pequeno-almoço preparado pela Avó da Sara. Que maravilha! 

Logo o início foi uma prova à nossa fibra. A casa da avó da Sara ficava a caminho do caminho, mas se era para começar na Sé, é para começar na Sé!

 

 A partir deste momento foi sempre a Rits a tirar as fotografias!

 

Foto oficial das que mais tarde se auto-intitularam Che Tortugas Telepáticas

 

Dirigimo-nos para a Rua Escura. Olhei em frente e contemplei o Rio Douro. Fotografei com os meus olhos aquele postal e pensei para mim mesma: "O Porto é lindoooooooooooooooooooooooo". Descemos e passámos pela Rua das Flores. Aqui é a primeira escolha que fazemos:

 

É aqui que tem que virar quem quer fazer o Caminho Português (não confundir com o da Costa!)

 

A primeira etapa foi particular. Todas conhecíamos bem as ruas pelas quais passámos. Todas, menos a Sara, passámos pelas nossas casas. Imensas pessoas conhecidas. Aliás tivemos três paragens de carros! Um deles foi a Rits, que depois de ter chegado a casa e dormido veio ter connosco em modo carro de apoio com águas bem fresquinhas e barras de cereais à janela. 

Chegámos a Vairão. Podíamos ter ficado em Vilarinho, que fica a 1/2 km depois (este post não tem nada de científico!), mas é privado e eu e a Sofia já lá tínhamos ido acantonar e sabíamos que se estava lá bem.

 

Vilarinho: É um albergue recente. Trata-se de um Mosteiro que foi recuperado por voluntários. Quartos de três/quatro camas. Senhores super simpáticos. Boas condições sanitárias. Bastante hospitaleiro. Amei as compotas que lá tinham. Pátio bastante agradável. Jantámos no café mais próximos. Comemos um prego-no-pão, que nada tinha de especial. Esse café tem também uma espécie de mercearia. Fomos chuladas, mas o nosso espírito de "Epa, isto está mesmo a acontecer!" não nos deixou desanimar. Deu para comprarmos aí um leite achocolatado e pão, que complementámos com as compotas óptimas deixadas na sala comum do albergue. Ainda não tínhamos feito nenhuma bolha. Foi dia de massagens e tratamentos de beleza.

 

Está no nosso ADN acordarmos cedo e começarmos a andar ainda de madrugada para garantirmos o lugar no albergue seguinte, podermos dormir uma sesta enquanto esperamos que abram o albergue e depois ganharmos o dia e podermos passear durante a tarde.

 

Aqui está a prova de como acordamos cedo (5h da manhã):

 O nosso nível cognitivo logo de manhã:

 

Levávamos a vantagem de a Sara já ter feito a primeira etapa completa e conhecer o caminho. Como o Sol ainda não tinha nascido fizemos um ligeiro desvio. Em vez de termos entrado no bosque, que está cheio de preservativos e pessoas completamente aleatórias, fomos pela estrada nacional. O ponto de referência que tínhamos era esta estátua:

 

Tínhamos voltado ao caminho e curiosamente tínhamos que continuar na estrada nacional! 

 

Passámos por Rates. Mas por ainda ser cedo estava tudo fechado e não deu para conhecer a dinâmica da vila de que todos falam tão bem.

Sinceramente já não me recordo bem. Aliás, não se de todo a pessoa ideal, porque já fiz três vezes o caminho a partir de Valença e há sempre troços que parece que estou a fazer pela primeira vez (memória de abécula!). 

Lembro-me que a meio do caminho parámos para ir à casa-de-banho e enquanto estava a tomar conta das mochilas um Sr. veio ter comigo e perguntou se podia pegar nas mochilas. Fiquei com cara de ponto de interrogação.

- Pegue lá Sr.! Quer levar esta? (apontei para a minha) É um favor que me faz!

- O que é que vocês levam aqui? Só esta é que está bem (a da Sara, que levava roupa ultraleve).

- Mas o Sr. já fez o caminho de Santiago? 

Entretanto, juntou-se a nós um amigo.

- Este já fez o caminho francês. Com ele fiz desde o Porto. Mas eu é mais hóteis. Não gosto de ficar em albergues. Férias são férias.

- E a Labruja faz-se bem? (O fantasma da Labruja acompanhou-me noite e dia, mas sobre isso falarei mais tarde).

- A Labruja? O segredo é parar no café que tem antes e beber umas "mines".

Já deu para tirar a pinta?

- E para Barcelos falta muito, Sr.?

- Uma horita! Fiquem antes em Barcelinhos, que assim é só atravessar a ponte e estão no centro da cidade.

- Vá, obrigada. Felicidades!

- Bom caminho!

 

E aceitámos a sugestão do Sr. Mas não foi uma hora. Aliás, passado uma hora perguntei a uma senhora quanto tempo faltava para Barcelinhos e a conversa foi assim:

- Bom dia, menina! Falta muito para Barcelinhos?
- Nããão! Daqui a meia hora, uma hora estão lá! Ali na Igreja os estrangeiros costumam virar, mas eles não sabem que se forem sempre em frente demoram menos dez minutos.

 

Deu para secar a roupa...

 

A Sra. referia-se ao caminho. Epa. Nós que da Rua das Flores fomos à Sé para voltar a passar outra vez fomos teimosas e não fizemos desvio nenhum. Mais uma hora em cima. Valeu a pena. Fomos as primeiras a chegar. Mais menos 27 km até Santiago! Albergue pequenino. Com um pátio decorado. Estávamos rodeadas pela Junta de Freguesia e pela a Associação do Rancho Folclórico. Fomos almoçar ao in_rio. Nota 20! Fomos fora de horas e tivemos oportunidade de comer lombelo assado com uma vista soberba!!!


De banho tomado, bandulho cheio, cadê o galo?

Segundo dia, primeiro dia de rebentamento de bolhas!

Somos miúdas muito tradicionais e se levamos à letra "Mulher prevenida vale por dois", mais ainda "Pequeno-almoço de rei, almoço de príncipe e jantar de pobre"

 

O Pingo Doce está a 5 minutos do albergue. Os bombeiros, que são mesmo ao lado do albergue, servem refeições completas a 5€, mas como tínhamos almoçado tão bem fomos para as sandes.

 

Amanhã: Barcelinhos -> Ponte de Lima

 

Ponte que liga Barcelinhos a Barcelos

 

To be continued ;)

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ai jamie-jamie

por Mary P., em 10.08.14

G-E-N-I-A-L !!!!!!!!! O que eu dava para ter estado ontem na Zambujeira!!!!!!!!! Obrigada Sic Radical por terem passado o concerto! O Jamie deu um SHOWZASSO!!!!

 

 

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Nada acontece por acaso

por Mary P., em 18.07.14

Hoje morreu a mãe de um amigo. Um puto que cresceu comigo. Um elemento da Equipa Gandhi, na qual eu era guia. Um puto que exigiu muito de mim. Uma mãe galinha, que ficava com o coração aos pulos quando o seu C. ia para o meio do monte fazer coisas de escuteiros. Foi mesmo esse coração que a traiu. Entre conversas e desabafos soube que a D. A. albergava na sua casa além da sua maior pérola, o maior canalha. Eu, que sou tida como a miúda que tem sempre a resposta na ponta da língua, não soube responder ao nosso C. o porquê de irem as pessoas boas e ficarem as más. Disse-lhe aquilo em que acredito: Nada acontece por acaso. 

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recta final

por Mary P., em 16.07.14

 

Já foi a última semana a fazer manhãs. Já foi a última terça e quarta de tarde. Quase, quase a chegar à meta. De língua de fora, costas curvadas, mas com uma mochila bem mais cheia de conhecimentos e experiências do que quando comecei a jornada. E o sorriso? Esse ainda maior! VALEU!!

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Skinny Lover

por Mary P., em 30.06.14

Em jeito de contraponto ao Diário de uma Obesa, que está cada vez mais obesa, aqui vai uma canção dedicada a uma amor assim para o lingrinhas: Skinny Love de Bon Iver, el mastermusician!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Who will love you?

Who will fight?

Who will fall far behind?"

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Mundial 2014 a quente

por Mary P., em 26.06.14

Não percebi a teimosia do Paulo Bento. Não percebi, como não percebo nunca, o que se escreve e se diz nos media nestas alturas. Não percebo a prestação da Comitiva Portuguesa. Não percebi a atmosfera criada à volta do Cristiano. Ok. É o melhor jogador do mundo. E não é todos os dias se recebe o melhor jogador do mundo. Mas chega a ser ridículo o desespero. O Cristiano não precisa disso. Ele dá numa de durão. Mas claro que o afecta. Ninguém aguenta tamanha pressão! E depois somos nós, portugueses, que o elevamos à qualidade de Deus, depositando nele a esperança e a responsabilidade de levar Portugal à vitória. Hello!! Portugal não é Cristiano e mais dez. Portugal somos todos. Portugal é Cristiano, Raul, Beto, João, Silvestre, Paulo,..., eu, tu, nós. Temos sim que nos orgulhar por o melhor jogador do mundo representar as mesmas cores que nós! Voltando às teimosias do Paulo Bento: não percebi a convocatória. Não percebi porque é que o Rui Patrício foi o guarda-redes titular quando tínhamos no banco o campeão europeu que fez uma temporada excelente. E por mais que queira não consigo deixar de pensar que se o Beto tivesse jogado contra a Alemanha e se tivesse defendido, como é seu hábito, aquele filho da mãe de penalti - a primeira peça a cair, tipo aqueles carreirinhos de peças de dominó, estão a ver? - talvez não estaríamos hoje a fazer as malas.Também não percebi o Postiga e o Hugo Almeida. O Quaresma e o Adrian. Não percebi porque é que o William não jogou logo de início do Mundial, mesmo sendo tido como uma das jovens esperanças da competição. Não percebi o Pepe. Não percebi as arbitragens. Não percebi a Merkl toda cheia de vida a festejar os golos (percebi, claro que percebi; ninguém gosta de perder, mas deixou-me cá uma celeuma que nem é bom de recordar). Não percebi atitudes da FIFA. Não percebi o comportamento do Governo Brasileiro nestes últimos anos. Este Mundial ficará para sempre manchado pelo sangue derramado por aqueles que defenderam os seus direitos e foram à rua lutar por um mundo melhor.

Muitos criticam o futebol. Eu acho fantástico. Surpreende-me a capacidade que este tipo de eventos tem em juntar as pessoas. Em uni-las. O hino cantado a uma só voz. Os abraços dados. Os gestos partilhados. Os sofrimentos divididos. Adoro a ideia de se reunir a nata da nata de cada país e todos voarem para um sítio e durante a competição serem eles os representantes orgulhosos do seu país. 

Por mim bania-se o conceito dos sponsors. Por mim havia Mundiais e Europeus todos os anos. 

O jogo acabou nem à cinco minutos. Portugal ficou de fora. Ficámos em terceiro no grupo. Muito, bastante longe das expectativas de todos. Ponho as minhas mãos no fogo de que agora vão dizer que somos todos uma merda, que com o Paulo Bento não vamos lá, que o Cristiano Ronaldo só joga no Real Madrid. Sem dúvida de que todos os que viajaram na camioneta que diz que "O passado é história, o futuro é vitória" têm muito para reflectir. Mas nós, portugueses, também temos que pensar na nossa atitude, no nosso estilo enquanto adepto. Tive a sorte de ver Portugal contra a Irlanda do Norte no Estádio do Dragão. E nós portugueses fomos do caraças! Não podemos é virar costas e desatar ao insulto quando as coisas não nos correm de feição.

 

Despeço-me na esperança de que até ao Euro2016 dediquemos todos um tempinho das nossas vidas ao nosso Portugal.

 

 

"Heróis do mar/Nobre povo/ Nação valente e imortal!/ Levantai hoje de novo/ o esplendor de Portugal!"

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