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humanidade. lol

por Mary P., em 04.05.15

Ponto de partida:

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Esta capa que tanta comichão prurido provocou em muito boa gente. Primeiro porque era uma fotografia sensasional, depois porque tinha acoplada a si uma constatação daquelas de abanar e deixar-nos de consciência atormentada. Horas mais tarde já não era uma capa assim tão óptima-relatadora-da-realidade-da-humanidade, uma vez que se tratava de um copy past de uma capa de um jornal estrangeiro. Sim, porque uma vez que a fotografia já tinha sido tirada há uns anos (o que agrava a situação, não?), uma vez que já tinha sido usado como capa perdeu todo o seu valor. Já não é assim tão tchan. Deixa-me pensar o que é que vou fazer para o jantar, porque isso sim, é que me está a atormentar. 

E assim desvalorizou-se uma das melhores capas de jornais que já vi em quase 22 anos de existência.

Este ponto de partida leva-me para o foco da questão: QUE HUMANIDADE É ESTA A NOSSA? QUE IGNORA, EMPURRA, DESPACHA E SACODE OS HOMENS, AS MULHERES E AS CRIANÇAS DE UM LADO PARA O OUTRO? E sim. Estou a falar directamente para os excelentíssimos senhores da União Europeia, que no meio dos seus ordenados chorudos e subsídios impensáveis fazem os possíveis por varrer o pó para debaixo do tapete e sorrir para o mundo dizendo que a Europa, nomeadamente, a União Europeia é uma casa para o mundo.

Hoje li esta notícia:

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É-me impossível imaginar, quantificar sequer (!) o desespero que não terá tido esta mãe ao deixar a sua família, os seus amigos, a sua casa em prol de um futuro, que ela pensa ser melhor para a sua filha. Estas pessoas, nossos irmãos, vendem tudo que têm e se for preciso fazem trabalhos "sujos" aos chulos dos donos dos barcospara garantir o bilhete de ida. De ida. E estes filhos-da-mãe aproveitam-se da sua angústia cobrando-lhes tudo e mais alguma coisa. Não há muito pouco tempo li que era típico num "barco" para 10 pessoas irem 20, 30. E depois ... O pior vem aí. O excelentíssimo negociante dá dois remos e diz aos mais fortes da embarcação:

- Aqui têm os remos. Ide. É sempre em frente.

Fazem-se ao mar. E os negociantes, que não são muito piores que os políticos, esfregam as mãozinhas de contentamento por terem uma conta bancária ainda mais recheada.

Para quem consegue chegar à outra margem não vê certamente os planos a correrem como imaginado. Vê-se perante uma série de burocracias - papéis, assinaturas e carimbos. Uma cambada de políticos que os vê como uns impecilhos. Fodasse. A globalização está aonde? A Carta dos Direitos Humanos? Oque é feito dela? Ah já sei. Na falta de melhor, é onde os políticos limpam o rabinho. Dêem-lhes antes folhas de jornais onde corre a tinta que fala sobre a verdadeira realidade da Humanidade. Assim, andam com elas demarcadas nos rabiosques. E vejamos o que acontece.

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Esta reportagem do Público (8 de Junho 2014) leva-nos para o mundo real. Aquele que tem muitos direitos e deveres, mas que no final de contas os maus da fita saem sempre impunes. E mais grave do que isso: onde há sofrimento.

 

Aqui fica o link: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ali-ensinam-aos-pediatras-que-nodoas-negras-em-sitios-estranhos-podem-nao-ser-leucemia-1638888?page=-1

 

Pele de galinha. Nojo. Vergonha. Vontade imensa de abraçar e dar colinho eterno e ouvir e fazer festinhas. E dar muito mimo.

 

 

http://facebook.com/maryagnespoppins

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Domingo, dia de eleições

por Mary P., em 25.05.14

Das recordações que tenho mais presente dos fins-de-semana passados com a minha avó era ir depois da missa de mão dada com ela, em silêncio, até ao Carolina para a seu Dona Joaquina votar. Era um momento solene. A emoção que era ir com ela atrás do biombo! Maior ainda quando me deixavam colocar o voto na urna! Na volta para casa lá cumprimentávamos os conhecidos e sempre, sempre a minha avó me dizia:

- Mary, muitas pessoas abdicaram das suas vidas, lutaram, sofreram e muitas morreram para hoje podermos votar. Portanto, promete-me que quando tiveres essa responsabilidade vais honra-las.

E isto foi-me entrando na cabeça. Curiosamente a primeira vez que votei foi um dia depois de ter completado 18 anos. Ressacada, mas expectante por já ter a responsabilidade de contribuir para a eleição do 1º Ministro de Portugal, lá fui eu. E depois vieram as autárquicas no dia de regresso de um acampamento. Lá fui eu em modo 'escuteirinha' exercer o direito de voto, mas que no meu ponto de vista é simultaneamente um dever. E hoje não fuji à regra. 

Por mais descredibilizados que possamos estar da política - eu estou - temos de votar! E eu fi-lo. Fi-lo da maneira que acho que pode representar este meu pensamento de que se as coisas continuarem neste modo o país não vai para a frente. Mais do que mudar as pessoas é preciso mudar as mentalidades! 

 

 

***

VOTA COMO QUISERES, MAS VOTA!

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